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Eleições 2026 no Pará: horário eleitoral começa nesta sexta e muda a disputa pelo governo e Senado
Campanha entra em nova fase no Pará, com propaganda no rádio e na TV e atenção maior às escolhas para governador, senador e deputados.
A corrida eleitoral no Pará entra em uma etapa decisiva nesta semana. A partir de sexta-feira, 28 de agosto, começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para o primeiro turno das Eleições 2026, levando a disputa para dentro das casas de eleitores de Belém, Santarém, Marabá e demais municípios do estado. A campanha oficial já está liberada desde 16 de agosto, mas o início do horário eleitoral amplia a exposição dos candidatos e pode mudar a percepção do eleitor sobre as principais candidaturas.
A movimentação ganhou um novo capítulo na segunda-feira (24), quando o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) precisou redistribuir o tempo destinado aos candidatos ao Senado após a entrada de uma nova candidatura. Para o eleitor paraense, a mudança é importante porque o Senado terá duas vagas em disputa e o horário eleitoral será uma das principais fontes de informação sobre os concorrentes. A pergunta que ganha força, portanto, é: o que muda para o eleitor do Pará com o início da propaganda eleitoral e como acompanhar a disputa sem depender apenas das redes sociais?
Horário eleitoral no Pará começa em 28 de agosto; veja o que muda
O horário eleitoral gratuito do primeiro turno será transmitido no Pará entre 28 de agosto e 1º de outubro. O calendário foi organizado pelo TRE-PA em audiência pública realizada em 19 de agosto, quando foram definidos procedimentos, emissoras geradoras, ordem de veiculação e distribuição das inserções. A propaganda contempla as disputas para governador, senador, deputado federal e deputado estadual, permitindo que o eleitor tenha contato mais estruturado com propostas e posicionamentos dos candidatos.
No caso da disputa pelo governo estadual, a ordem de apresentação definida para o primeiro dia ficou com O Pará Tá Junto em primeiro, O Pará É do Povo em segundo e a Federação PSOL/Rede em terceiro. A ordem inicial não significa vantagem eleitoral nem determina quem terá mais tempo ao longo da campanha, pois a distribuição segue critérios estabelecidos pela legislação eleitoral. Para o eleitor, o ponto mais importante é observar que a propaganda é apenas uma das fontes disponíveis e deve ser comparada com informações oficiais sobre candidaturas, propostas e histórico político.
A propaganda também ganha importância porque o Pará tem uma disputa estadual que envolve decisões diretamente relacionadas ao cotidiano da população. Temas como saúde pública, segurança, educação, infraestrutura, transporte, mineração, agronegócio, pesca e desenvolvimento regional tendem a ocupar espaço nas campanhas. Em Belém e na Região Metropolitana, questões urbanas e o legado de grandes investimentos também podem pesar no debate, enquanto municípios do interior podem concentrar atenção em estradas, serviços públicos, produção rural e acesso à saúde. Assim, o horário eleitoral pode ajudar o eleitor a identificar quais propostas realmente tratam de problemas presentes em sua região.
Disputa pelo Senado ganha novo capítulo após mudança no Pará
A corrida pelo Senado também sofreu uma alteração recente. Em 24 de agosto, o TRE-PA refez a distribuição do horário eleitoral porque uma nova candidatura foi apresentada pela Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade. Com isso, o número de candidaturas consideradas na distribuição passou de cinco para seis, obrigando o tribunal a recalcular exclusivamente o tempo destinado ao Senado.
A nova divisão ficou assim: O Pará Tá Junto recebeu 4 minutos e 20,29 segundos, enquanto o Partido Liberal ficou com 1 minuto e 22,91 segundos. Podemos, PDT, Federação PSOL/Rede e Federação Renovação Solidária receberam, respectivamente, 22,49 segundos, 19,39 segundos, 18,62 segundos e 16,30 segundos. Ao todo, serão 980 inserções durante o período, e a distribuição vale igualmente para rádio e televisão.
Para quem vai votar no Pará, a disputa pelo Senado merece atenção especial porque serão escolhidos dois senadores em 2026. O eleitor não deve confundir a quantidade de tempo de propaganda com preferência do eleitorado, já que a divisão obedece principalmente à representação partidária e às regras previstas na legislação. Além disso, a Justiça Eleitoral informa que a posição sorteada para a apresentação no primeiro dia representa apenas a ordem de veiculação e não corresponde ao tempo recebido por cada candidatura.
Outro ponto importante é que a campanha eleitoral já está submetida a regras específicas para internet e propaganda. Desde 16 de agosto, candidatos podem realizar comícios, carreatas, caminhadas, distribuição de material e propaganda na internet, respeitando as normas eleitorais. O eleitor também precisa ficar atento ao conteúdo compartilhado nas redes, principalmente quando mensagens apresentam acusações ou informações que não podem ser confirmadas por fontes confiáveis.
O que o eleitor paraense deve acompanhar até outubro
A próxima fase da eleição não será marcada apenas pela televisão e pelo rádio. O processo eleitoral seguirá avançando até a votação de 4 de outubro, enquanto a Justiça Eleitoral continua analisando os registros de candidatura. O TRE-PA estabeleceu 14 de setembro como prazo para que os pedidos de registro, inclusive aqueles contestados ou em grau de recurso, estejam julgados e com decisões publicadas pelas instâncias ordinárias.
Isso significa que o cenário eleitoral ainda pode sofrer alterações jurídicas, embora as candidaturas já estejam em campanha. Para o eleitor, uma das formas mais seguras de acompanhar essas mudanças é utilizar os canais oficiais da Justiça Eleitoral, que concentram informações sobre candidaturas, locais de votação, regras de propaganda e prestação de contas. O próprio TRE-PA mantém uma página específica das Eleições 2026 com serviços e informações atualizadas para o eleitorado paraense.
A recomendação prática para quem mora no Pará é aproveitar o início da propaganda para anotar os principais nomes e comparar propostas, sem decidir apenas pelo desempenho de um candidato em um programa de poucos segundos. Também vale observar se as promessas apresentadas podem ser executadas pelo cargo em disputa, já que governador, senador, deputado federal e deputado estadual possuem atribuições diferentes. Essa distinção é especialmente importante quando temas como hospitais, escolas, segurança, infraestrutura e investimentos federais aparecem misturados durante a campanha.
O eleitor de Belém, Santarém, Marabá, Ananindeua, Castanhal, Altamira e dos demais municípios paraenses ainda terá semanas para acompanhar o debate antes do primeiro turno. Nesse período, além da propaganda, será possível consultar informações oficiais e verificar como cada candidatura pretende tratar questões que afetam diretamente o estado. A eleição, portanto, entra em uma fase em que informação e comparação passam a ter peso maior na escolha.
Com o início do horário eleitoral nesta sexta-feira, o paraense terá mais uma ferramenta para conhecer os candidatos que disputam os principais cargos estaduais e federais. A mudança também torna mais visível a disputa pelo governo do Pará e pelas duas vagas ao Senado, enquanto candidatos a deputado federal e estadual ampliam suas campanhas. Para o eleitor, o principal cuidado é não transformar propaganda em única fonte de informação: propostas, trajetória, regras eleitorais e dados oficiais também precisam entrar na análise. A votação do primeiro turno está marcada para 4 de outubro, e até lá o cenário político do Pará continuará em movimento.
Fontes:
TRE-PA — Audiência pública define ordem do Horário Eleitoral Gratuito
TRE-PA — Redistribuição do horário eleitoral para candidaturas ao Senado
TRE-PA — Propaganda eleitoral começa em 16 de agosto
TRE-PA — Eleições 2026: faltam dois meses para o eleitorado escolher seis candidatos
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